Trabalhadores CLT são os mais beneficiados com o fim da escala 6×1, indica FGV
O debate sobre o encerramento da jornada no modelo 6×1 coloca em destaque o cotidiano dos profissionais formais no país. De acordo com um levantamento realizado por um pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), os empregados contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) são os que enfrentam jornadas mais longas e, portanto, seriam os principais favorecidos por uma eventual mudança nessa estrutura.
O levantamento aponta que a carga horária de quem tem registro em carteira supera a de outros grupos da força de trabalho. Por atuarem sob exigências de tempo mais extensas no dia a dia, os empregados formais sentem de maneira mais intensa o peso das escalas contínuas de serviço, tornando o impacto de uma revisão de jornada especialmente expressivo para essa classe.
Panorama no setor informal
Em contrapartida, os dados analisados pelo pesquisador revelam uma realidade bem diferente quando se observa o mercado fora do regime formal. Entre as categorias de trabalhadores informais, a maior parte já cumpre atualmente menos de 40 horas semanais de trabalho.
Essa disparidade apurada pelo estudo evidencia que a informalidade apresenta uma organização de tempo própria, na qual a maioria dos indivíduos não atinge o patamar de 40 horas semanais. Já entre os profissionais regidos pela CLT, a rotina de dedicação costuma ser superior, o que amplia a distância entre as duas realidades produtivas.
Dessa forma, o estudo desenvolvido na FGV reforça que a discussão sobre o término da escala 6×1 se reflete de maneira direta e prioritária sobre o trabalhador com carteira assinada. Por ser o segmento que trabalha mais horas, esse contingente desponta como o maior beneficiado em caso de redução da carga de trabalho.
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